CASA DO ALENTEJO: Os petiscos da grande planície no centro de Lisboa

A dois passos do Coliseu dos Recreios, é possível degustar o melhor da ‘grande planície’ sem saír do centro de Lisboa. Instalada há mais de 80 anos no antigo Palácio Alverca, a Casa do Alentejo é um ponto de passagem obrigatório num roteiro de tapas e petiscos pela capital, mas que pode também propõe no mesmo espaço uma alternativa válida para refeições mais substanciais.casa do alentejo 1

A Casa do Alentejo é um recanto da cidade de Lisboa que poucos conhecem. Para lá da porta, na rua das Portas de Santo Antão, esconde-se um interior majestoso  que não foi volatilizado pelo tempo, e onde viajamos até às fantásticas décadas de 20 e 30. Construído sobre um antigo curral de porcos (existente até ao séc. XV), este edifício foi edificado no século XVII para casa dos Pais do Amaral, aproveita para  as paredes sul e nascente a antiga muralha Fernandina que cercava Lisboa. Serviu a partir de 1919 de casino (dos primeiros em Lisboa) e club noturno, em plena época de charleston, glamour e cocaína, primeiro como Magestic depois transitando para Monumental Club que funcionaria até 1928.

Em em 1932 nascia o Grémio do Alentejo, pela mão de importantes latifundiários alentejanos, homens de finança proprietários de extensos terrenos nesta região portuguesa que precisavam de uma embaixada em Lisboa, utilizada não somente como espaço de reunião como também de lazer.

Quando entramos na Casa do Alentejo, depois de subirmos as escadarias em mármore encontramos um páteo interior de clara inspiração árabe,  um cenário das mil e uma noites onde poderia ter sido rodada a película Casablanca.

Através de uma pequena passagem do lado direito deste pátio, chegamos a um restaurante ‘ligeiro’ da casa do Alentejo. Num novo post mostraremos o primeiro andar da Casa do Alentejo.

O snack-bar da Casa do Alentejo conta com esplanada num pequeno terreiro interior. A sala está revestida a antigos tijolos em arcos abatidos, contando com lotação para cerca de 40 pessoas. Chegada a carta, os  petiscos vão desde a sopa de tomate à farinheira com ovos ou até mesmo a invariável açorda alentejana, aos quais é possível conjugar um encorpado copo de tinto alentejano e uma hipercalórica sobremesa.

Conclusão

Um espaço monumental no centro de Lisboa, desconhecido da maioria das pessoas, refúgio frequente de turistas e alunos de Erasmus que por vezes conhecem e usufruem melhor da urbe do quem nela habita. Deixa, pela arquitetura, qualquer um de boca aberta, ali, no centro da cidade, paredes meias com uma das mais frequentadas artérias pedonais lisboetas.  Apesar da qualidade da comida merecer um ‘bom menos’ de nota. O preço está perfeitamente alinhado com uma casa destas pretensões, espaço simpático e agradável para tapear depois de uma caminhada por Lisboa, a fugir aos restaurantes para turistas com inoportunos e maçadores ‘vendedores’ de rua. Petiscamos por cerca de 8 euros (uma dose de farinheira com ovos e uma sopa de tomate) com direito a meio jarro de vinho tinto e dois cestos de pão.

Não gostámos

O serviço merecia outra atenção. É evidente a descoordenação do pessoal entre os dois espaços de restauração do edíficio, ficando este para trás. Na sala do snack-bar é frequente vermos clientes levantarem as mesas (lamentável), e a simpatia e esmero do pessoal, vindo de além-atlântico deixa muito a desejar.

Mais informações

Casa do Alentejo
Rua das Portas de Santo Antão 58 –  1150 Lisboa‎

Telefone: 21 340 51 40
 Horário: 12:00–15:00, 19:00–22:30
Encerra apenas a 1 de maio, 24 e 25 de Dezembro.

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